Orgonismo

Não é nada orgânico, obrigado.
Tenho ilusões parceiras de
estrelas desorbitadas
(não sei quê desabitadas
de homens,
como corações intranqüilos).

Numa manhã, cara terra-planeta,
um mecânico, um motor, um movimento:
chove, angústia de quem ouve
a chuva e não se molha sequer.
Vida: sedução para quem apenas
a vê tocar-se adiante.
Sedução e ato material
para mortos e ativos.

É tudo isso orgânico? Obrigado.
Quando as palavras emperram
o pensamento, que longínquo
arrisca-se nas fronteiras,
perde-se conosco, com o sol que
surge e a madrugada rompida,
perde-se uma ingenuidade a mais.

Torna-se preciosa esta manhã
por isso; perderia algo?
Organismo e visão de conjunto.
Há muitas manhãs dentro dessa
chuva de manhã de junho.
Há vitórias e covardias demais.

É quando a força faz necessidade e calafrio
(há risos ecoando)
há força suficiente em nós?
(não acredite em risos ecoando)
prestaremos auto-homenagens
(morde-se muito tempo falando
honrarias irrealizáveis
(sem fazer))

PS.: Ouça esse poema declamado pelo meu amigo Neander Cortez:

http://www.youtube.com/watch?v=QiN7V9KuF0Y

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 08/01/2011, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. neander cortez de melo

    Embasorgonismo. Espinhorgonismo. puro silenciamento dos brados banidos…
    Ave poeta!

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