à Embassação


 

Queremos aqui estrangular a dúvida que um dia o estado mais inteiro de consciência trará diante dos nossos parvos olhos o sentido profundo da palavra banimento.

 

 

Fomos banidos, banidos da consciência de que não existe nenhum rei ditando as cores de nossas telas ou fronteirizando os nossos sentidos estéticos.

 

 

Fomos banidos da torre alta, mãe de todas as amplas visões. Banidos dos nossos olhos, aqueles que em alguns momentos estiveram tão abertos que quase nos fizeram ver o mundo inteiro.

 

 

Lançaremos as nossas últimas âncoras no centro de um grito alucinado, o grito indiferente da vida que explode proscrita nos passos de Seu Mosinho, na camisa vermelha pendurada no fio, que também é rasgo de sangue no céu azul e nas histórias contadas pra alguém (não importa quem) de Seu Antônio. Embassação é uma inquietude nos olhos e no espírito, é uma seta banguela e com um saco nas costas indicando a todos a   contra-mão mais próxima. Viva a Pororoca! Viva a flor branca que se pode comer, à porta de moldura azul, nossos corações contritos, aos baldes iluminados, nossa tempestuosa comoção estética. À todas as paredes sujas e esquecidas (assim como pessoas) nossa mais absoluta e profunda reverência.

 

Neander Cortez

 

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 08/01/2011, em Arte, Poesia, Prosa. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Luarna Relva

    eita, painho!!!

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