O poeta é um fingidor?

poeta fingidor

Quando escrevo, finjo
que não existe Deus senão o homem;
que as partes das casas
não guardam rancores (humores) do dia que passou.

As nascentes dos rios claros, tortos,
de percurso estranho ao pensamento,
fazem lembrar-me os portões de ferro
e a dor da mente feita prisioneira:

nos quatro cantos da sala escura
estou a procurar a pureza perdida,
encoberta pela lâmina racional;

nós que precisamos comer índios,
somos os canibais das palavras
e principalmente: dos sentimentos!

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 08/07/2010, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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