Cidades?


Deus me fez anjo de poucas asas, mas certeiras.
O que escondem as águas que submergem os corpos?
As cidades, à noite, escondem águas submersas
nas sombras dos olhos que enxergam a noite
como uma deusa de fino e leve toque...

                    àspero e fugaz. Ligeiro ao toque, gritando como
                    possesso: pancadas na porta! Capturando silencio-
                    samente as vibrações sonoras sonâmbulas abrem
                    olhos incrivelmente fugazes, escondendo-se nas
                    sombras, nos movimentos rápidos desses olhos...

E esconder é apenas uma parte da fugacidade:
ferocidade sonora para compensar a pouca
rebeldia. Ecos alterados pelas formas
que já vem prontas, fôrmas, armazenar
a informação, dispersar pelos filtros di-
versos.

                    E uma vez dis-perso não asseguro mais nada.
                    Voo baixo, não há porque respirar o gás.
                    Antes que desfaça, agonizando junto do corpo,
                    revelar toda tenacidade possível, veloz e
                    certeiro como o falcão que aprende a voar...

Anúncios

Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 04/06/2010, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: