Entre um copo e outro

“Os artistas são as
antenas da raça” (Ezra Pound)

medito seriamente
                 calo a mente
busco equilíbrio
                encho a xícara com cicuta
balanço o gelo até desmanchar
                             grito comigo
sento no sofá preto
                   deito o olhar ao luar
escrevo palavras sem nexo
                         lembro do teu sexo
arranjo uma forma rígida
                        de me tornar flexível
desatento cuspo pra cima
                          e me atinjo em cheio
não há marca desprezível
                        no olhar calado da noite
sempre espero que a vida se resolva sozinha
       abuso do poder que sinto
       mesmo que não o tenha
creio na atividade incessante como parte
      da redenção de uma mente
      morta por dentro, que aguarda
o cataclisma como prenúncio da mudança.

24/10/2009
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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 07/03/2010, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. clara amante amada

    Lindo que vc escreveu!

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