Estátua


	Eu ouço a tua voz em todas as vozes
		ao		redor
	quando o vento		sopra perto
	deixamos-lhe		percorrer nossos
			corpos
			fechados
		quase sempre abertos
		   nem sempre tão
			abertos
	mas propícios a abrirem-se para dar passagem
		aos rios			de águas claras.

	Tua escultura de carne macia entorna meu
		olhar	pequeno		grande
		de encontrar o cheiro desta
		tinta que te envolve sem a
			minha permissão.
	Tua boca não verei nunca mais
	sem que minhas mãos a toquem.

	Meu coração está em minha mão, saltou,
		correu canais estreitos para
		poder respirar diretamente
		o ar de teus cabelos;
	Fica um pouco assim! (click!)	e vem
		devagar			assim
		quero sentir em meu peito
		cada passo de teu percurso;
		pisa-o devagar (meu peito).
	Só falta agora cortares minha garganta:
		Toma a espada!		Fere-me
		fatalmente.
	Só assim me conservarás		longe...
Anúncios

Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 18/10/2008, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: