cansaço

dia duro, começa você tendo que se dirigir
à platéia, buscando assuntos corriqueiros,
atrair sorrisos, benesses psicológicas, ou-
tras peripécias desenfreadas de simpatia.

o ser humano é melhor aos poucos. um de
cada vez, por favor. ao final de tudo, ao
cair da tarde, o que me resta é a dor:
no pescoço, nas costas, na alma (se for).

o diabo já está aqui, neste verdadeiro
inferno de necessidades mal satisfeitas.
o cenário que nos rodeia sequer esconde
as labaredas de fogo que nos devoram…

o céu será possível? a que profundezas
chegaremos? sempre escravos, de donos
invisíveis… subjugados pelas idéias, mor-
cegos pelo discurso do invisível eterno.

quanto dura uma idéia inaceitável? o que
fazer, a quem recorrer?, se estamos
todos presos no mesmo círculo flutuante,
dividindo a escravidão sem enxergar cadeias?

03.08.2007

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 14/05/2008, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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