fibromialgia

Fibromialgia

 

 

 

Necessito (des)cargas elétricas, localizando-as nos

músculos doridos; para chocá-los e relaxá-los se

possível, dormência, alívio nos pesos invisíveis que

teimam em atrelar-se, jungindo o pensamento.

 

 

Cabisbaixo, retorcido, parecem idéias distantes,

mas na verdade é matéria; pesada, grave, se

fazendo sentir e derrubando quem ficar sob

sua massa, seu destino de levar ao subsolo.

 

 

A dor pelo menos lembra a responsabilidade com

o trato, a limpeza, o refinamento da matéria;

temos que estar sempre polindo os músculos,

utilizando-os (con)veementemente, para que

 

 

possamos olhar de alto a baixo, corrermos, a

escapar (ou não) das armadilhas da mente; que

é a última a ficar sã, insana na vida e na

morte; que carrega fardos desnecessários

 

 

ao invés de exercícios localizados; deseja con-

trolar, mas não passa de um processador de in-

fluências externas, um digestor universal que

precisa também excretar, aliviar os excessos…

 

 

Entregar-se ao prazer e ao sonho, com o corpo

e a energia; trazer um, dois ou mais consigo,

criar uma história de respeito à dor e à morte.

 

 

 

08/03/2003

 

 

dor

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 07/11/2007, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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