Trunfo

trunfo

“Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procia?”
F. Pessoa

a unidade aparente esconde uma fragmentação sombria.
se a morte é nossa única companheira, desde nascidos
não tivemos com quem compartilhar as neuroses naturais,
não pudemos sentir a nocividade da unidade maquiada.

não fomos orientados a entender mudanças constantes…
me diziam um e eu era muitos, dispersos e caóticos,
tenazes e algozes da existência temporal reservada
àquela unidade escandalosamente ilusória, só uma criança.

chama de fogo, chama fogo e água; se eu soubesse como é,
se eu soubesse da estrada eu alongava; se eu visse uma
rosa amarela na janela, eu lambia o beiço da rosa.

do azul não me lembrava, a menos que eu olhasse. olha a
fronteira, gente! os deuses das fronteiras perdoaram…
e ela fazia o mais difícil, ah! dialo(n)gava.
03.10.2002

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 08/11/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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