69

saudade

Quem sabe a morte me calará? Quem sabe?

Não calei quando parecias estar chorando.

Perguntei-te se não sentias a brisa. Vês

a luz que te cerca e ilumina teus olhos?

Não desfarei-me de pegar em tua mão ou

acariciar de longe o cabelo, que te dobra

vertiginosamente em minha vontade: de

te tomar do ogro que ma faz sofrer…

Eu penso demais, e te entrego de mão beijada,

e te deixo reconciliar o menino raivoso:

bendita paciência a tua! Já tinha mandado

pastar o canalha, mas é canceriana e

estamos em plena lua cheia e para não

te machucares mais ainda: calo meu amor.

Anúncios

Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 22/10/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: