Série escatológica I

manhã
I

OUTRA MANHÃ

Não digo que choro ou padeço:
a manhã veio tanto mais horrível
quanto todas as auroras que esqueço,
e que me fizeram a vida incrível.

O tempo arqueja sua fronte em mim,
indagando deveras por meu lampejo;
mas que queria eu, mero feixe de capim,
que serve de pasto às vacas do brejo?

Rimas fracas são meu forte ao despertar,
lembranças que me não tem mínimo amor.
Requeiro menos minha pressa de largar

tudo que me prende a esse divino andor,
e quero, sim, uma salto mortal e último,
que me traga em tudo lampejos de calor.

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 20/09/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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