Grito preso

grito
Sucumbe num peito imberbe a frase
grita laringe esôfaga tubular
a canção da vida/guerra escorrega
tímbales tímpanos pacíficos-guerra
não escondamos a dialética surge
o espelho e desmascarará o suor
do rosto combalido mistura alegre

Saciar o peito inerme com fúria
respirar o luar ar carbônico
tremer ao Sol à notícia da luz
não pretendamos correr a cercar
os cantos dessa sala um espaço
pequeno cercar o horizonte quatro
pontos vistos e imaginados poucos

Salta, homem! Te faltam acaso pernas?
Não tens mãos que te são instrumento?
Salta por sobre si mesmo vêde
o espelho te mostra e não saltas?
Tua mente contempla
e teu corpo parado quase morto
tua vontade quer viver ainda
e o que estás fazendo (doing) ?

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 09/09/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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