Gaia

Gaia
Deita um corpo e meu lado
esquerdo enche e respira,
por poros abertos, um cheiro
de vida larga e ensolarada,
de árvore numa manhã chuvosa,
um ouvir de madrugada a
lua cheia…

Cobre-me um corpo. ( E sinto
a terra em terremoto cobrir
meu corpo, com suas calcárias.)
E mexe toda a lava subterrânea
nessa erupção; a chuva seria
pouca, a lenda seria pouca…

Puxa-me um corpo e estou
sozinho no mar; as ondas
sobrepõem-se ao tato.
O balanço de um navio que cruza
o mundo, passando pelo Trópico
de Câncer, buscando internar-se
nalguma fenda e perder-se
para sempre ao som do oceano…

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 03/09/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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