Ressaca

A umidade está tomando
paredes e cérebros
nestes quartos sem sol.
Já é manhã, sei porque ouço;
talvez chova e não vejamos
maior brilho no desperto dia.

Quem sabe às 9 o sol rache
as crostas de mofo
que a noite deixou, impávidas;
dentro de nós, abrimos espaços.
Deixe que os raios façam-se
enxergar, e então
a luz e o olho acasalam;
– Tamanha dor, a da separação!

Se saís às soleiras
sssssinta sol! serpentes
ondinas luz litorais
aguardamos pacientes
douros raios arrancarem
(minhas) crostas de mofo.

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 31/08/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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