Razão inexistente

Risca-me das linhas deste poço profundo,
ainda que depois as asas se firam,
zangadas com a falta de predestinação.
Ainda que mais tarde as águas se turvem
ondulando e destruindo toda esperança.

Inócuas razões da vontade,
negadas por artifícios ainda mais estranhos.
Enquadro-me entre os tolos, por opção;
xispo-me entre fagulhas de nada.
Invoco espíritos antepassados, pressupostos
sacerdotes da sabedoria vital.
Telúricos racionais, vagando na atmosfera,
enlaçados em cordas invisíveis de tempo;
nubladas noites enluaradas, sem perspectiva.
Tenho muito o que aprender com a luz,
esse ser que, livre, movimenta-se tão rápido.

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 08/08/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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