Sirene II

sirene

II

Saudade é a palavra que mais esqueci,
perdendo as esperanças brotadas, en-
carando os presentes possíveis, em meio
às febres inevitavelmente frequentes…

Quase esqueci que nunca é possível
possibili-menizar a verdade-corte:
dói. Se doesse como eu mesmo sinto,
seria a própria sirene da morte:

balança, menino, teu corpo febril, pois
ainda hoje o cego verá a luz furtiva;
para derrubar sobre ele e os outros

a tempestade que só espera aquele
sinal para desabar sobre corpos e
mentes que precisam refrescar idéias…

Foto: http://www.cornelianauta.net/

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 02/08/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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