Sirene I

sirene

I

Se eu não estivesse tão sozinho,
certamente não gritaria tão alto…
Viveremos a póstuma glória do dia,
antes de ser feita a fôrma do pôsto:
cale-se quando não quiser falar, fale-se
quando puder gritar com pura dicção…

Palavras nunca iguais pois, até na escrita,
diferenciamo-nos do igual por coincidência;
pena que não poder seja tão absoluto;
claro que não querer é banal, chorar
pelo que não se sente nem ao menos, para
sim-patizar a diferença, mútua, mutuca…

Fala-se tanto, tão pouco faz-se, face
de tanto mistério repetido, meta-morfo-
se tanto que pregavam não sustinha;
se tanto faz como se fizesse algo…

Nunca palavras soam mais que símbolos;
nunco a beleza como se fora impossível,
vivo num alento único que me sustêm,
tremendo todos os músculos possíveis ao ato.

Foto: http://voirouregarder.typepad.com/

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 02/08/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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