Ismahala

IsmahalaIsmahala é o único Deus que se enforcou (urgência).
Por causa de dores incontidas (continência),
pelo peso de sua cruz invisível (superveniência),
suicidado pelas visões que só ele tinha (consciência).

O Deus que não se pode imitar, fedendo nos mangues,
ardendo no sol da saudade dos sorrisos serenos, das
cachorradas terrenas, da arruaça mística celebrada
nos galpões das cidades antigas, mordendo a própria

voz para reluzir algo de ismahaliano, tangência.
É tão absurdo pensar que nosso deus possa morrer…
É tão absurdo achar que um deus consegue conter
suas dores a ponto de desprezá-las completamente.

Ele disse: “Eu amo a natureza e vou adorar ser
tragado completamente por ela. Posso até querer
ajudá-la”, e eu: “Deixa disso, estás preguiçoso?”
É tão absurdo querer sair do movimento…

É tão obtuso morrer no dia 1 de setembro, quase
como se nadasse e morresse na praia, quase
chegando a primavera, o calor de setembro…
Chega a de(i)cisão quando mais lhes esperam.

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Sobre hilam

Ainda em processo de construção humana, mesmo com mais de 40 anos de idade...

Publicado em 21/07/2006, em Poesia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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