ONE-NINE-NINE-FOUR
Na verdade (ou seja, no que se vê), na realidade,
onde me volto perseverante,
sempre procuro teus olhos procurando os meus;
espero cruzarmos as setas de LASER,
esboçar
o mais infinito impacto destas energias
mais-que-lunáticas,
espaciais,
que são capazes do fio invisível que nos liga tão profundamente…
Na verdade, não há verdade alguma sobre mim
que não possa ser desdita,
que não possa transformar-se em mentira
pela própria verdade-realidade;
um mutatis mutandis
impregnado até a alma da fluidez dita pelo efésio,
um cientista prático que não se deixa tornar símbolo-fixo!
Há mais que possa ser desdito ou dito num poema,
que possa revelar algo do estático?
Quem dera pudesse agir estaticamente, como um sábio chinês.
Mas sou grego e permito-me apenas um eco
cujo sentido de realidade é perseverante:
vejo, ouço, cheiro, gosto, toco, sinto, penso
a essência e a matéria
do meu
círculo.
