O choro da namorada
Nada do que me fez ficar assim se repete:
nem bem nem mal. Apenas
fatores extraídos da realidade-cerceante.
Quanto quisera que a qüididade venerada
usurpasse o momento desperto: nada.
Nem um beijo, nenhum contato dérmico.
Hesito com agás minúsculos, pois sabendo
que por trás de todas essas flores do
nosso jardim, esconderás aquele sorriso
que me fará descabelar-me e tu chamando-
-me imberbe e bocejando e me convidando
a domar-te o sono pelo resto da noite…
Tudo a mais desabalada fantasia: queria
é uma doença que dá na galinha
quando ela cisca pra frente!
Este não é o fim: te despeço sorrindo,
desmancho-me em atrocidades oraculares:
nunca é o fim para quem enxerga o meio…

